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CEFET-MG

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Economize dinheiro e ajude o ambiente

Com o constante aumento do consumo de energia elétrica e de água, as pesquisas por fontes alternativas de eletricidade e uso racional da água são temas atuais e necessários. A maior parte da energia elétrica produzida no Brasil tem origem nas hidroelétricas, essas usinas que apresentam certa sazonalidade, pois dependem do regime hídrico dos rios das principais bacias. Aproveitar outras fontes de energia é uma alternativa bastante conveniente para o país, pois preserva recursos ambientais e econômicos.

O desenvolvimento e fortalecimento das energias renováveis no país são fundamentais, já que o Brasil possui ótimas condições de produção dessas fontes. Dentre as mais significativas fontes renováveis no país, a energia solar e a energia eólica destacam-se, pois, o uso desses recursos é estimulado pelas altas taxas de radiação solar e pela força dos ventos no Brasil e principalmente a radiação solar na região de Curvelo, centro-norte de Minas Gerais. Então baseado em informações coletadas em nossas pesquisas no CEFET-MG Campus X (Campus Curvelo-MG), trazemos métodos alternativos para a economia de água e energia, em pequenas residências e até mesmo em grandes empresas.

Bandeiras Tarifárias

Atualmente tem se visto grande preocupação em relação à economia de água e energia elétrica, uma vez que a água é fonte essencial da vida usada não só para beber, mas também para o uso geral, é inclusive a maior fonte da produção de energia nas usinas hidroelétrica. Porém é cada vez mais evidente o uso indevido desse bem que apesar de ser renovável, está cada vez mais escasso e com índices reducionais no meio ambiente.

Tendo em vista que a água é a principal fonte de produção de energia, o uso indevido ou exorbitante da eletricidade acarreta no gasto cada vez maior de água para suprir as demandas, isso fez inclusive com que as concessionárias criassem bandeiras tarifárias de uso e criação de impostos referentes a essas demandas.

Desde 2015, as contas de energia passaram a trazer uma novidade: o sistema de Bandeiras Tarifárias, que é aplicado por todas as concessionárias conectadas ao Sistema Interligado Nacional – SIN. Existem três bandeiras: verde, amarela e vermelha, e estas indicam se a energia elétrica custa mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade:

  • Bandeira Verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
  • Bandeira Amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,020 para cada Quilowatt-hora (KWh) consumidos;
  • Bandeira Vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,030 para cada quilowatt-hora kWh consumido;
  • Bandeira Vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,035 para cada quilowatt-hora kwh consumido.

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Tabela 1: Consumo de energia no Campus Curvelo.

 

Troca das Lâmpadas Fluorescentes por lâmpadas de Led

Inicialmente podemos reparar que se utilizarmos lâmpadas de Led teremos uma economia em relação ao tempo de manutenção e troca dessas lâmpadas, os Led’s duram até 5 vezes mais que as lâmpadas fluorescentes.   Em uma situação ideal, considerando 20 anos a vida útil de uma lâmpada de Led, enquanto fosse utilizado um Led no mesmo espaço de tempo seria utilizado 6 lâmpadas fluorescentes.

Uma lâmpada fluorescente de 20 W equivale a uma lâmpada de Led de 2 W, levando em consideração as lâmpadas da luminária serem de 28 W, essa lâmpada de Led de 28W corresponderia a uma lâmpada de 280 W fluorescente. Podendo optar por uma lâmpada de Led de menor potência ou por uma lâmpada de Led de 28W conseguindo uma luminância maior do que a utilizada hoje em dia pela instituição. De qualquer jeito acarretaria uma economia financeira e de energia elétrica gasta.

                                                                                                                     

Implantação de uma Micro usina Fotovoltaica

Outra medida que poderia ser tomada estudando-se a viabilidade econômica seria a implantação de um micro usina solar fotovoltaica, pesquisamos instalações semelhantes à que poderia ser instalada. Esse estudo é de sumo valor, uma vez que conhecer sistemas que possam de alguma forma contribuir para o produto final, ou seja, contribuir para a economia de energia elétrica é uma estratégia fundamental para conseguirmos melhorar nossa visão em questões de viabilidade.

Os problemas ambientais causados pelo uso de energias não renováveis vêm despertando um interesse cada vez maior dos diferentes setores dos mercados, visto que uma alternativa de produção energética limpa que não degrada o meio ambiente e possui um bom custo-benefício é o que demanda o mercado considerando a atual crise da energia hidrelétrica em que o país se encontra.

Além do uso residencial a energia solar vem ganhando um espaço cada vez maior em lugares onde a produção é feita em grande escala, como escolas e empresas. Para que a execução de um projeto em uma escola que possui tal escala ocorra sem imprevistos é importante analisar casos semelhantes ao nosso para que sirva de referência nos possibilitando proceder de forma correta.

O cenário mundial para a implantação de usinas fotovoltaicas vem crescendo rapidamente e com isso houve a criação de diversos projetos ao redor do Brasil, como por exemplo, o da Neosolar, que visa promover a troca de experiências e incentivar o uso da energia solar. Encontrou-se também em Brasília um projeto da Secretaria de Meio Ambiente, que pretende instalar placas de energia solar em prédios públicos, hospitais, parques públicos e escolas da capital federal. Este projeto alavancaria Brasília como referência

              Baseado em pesquisas feitas na instituição do CEFET-MG Campus X em Curvelo montamos a tabela de custo e beneficio abaixo:

Gasto médio com a implantação R$ 330.000,00
Gasto com Energia Elétrica no ano R$ 123.771,78
Energia total consumida 176.816,83 Kwh/Ano
Energia Gerada pela micro usina 75.000 KWh/Ano
Economia anual com a implantação R$ 52.500 29,69% dos gastos
Retorno Financeiro 6 anos e 4 meses

Captação de água da chuva

Hoje em dia para economia de água uma das maiores tecnologias a serem implantadas é a captação e o armazenamento de água da chuva para uso com fins não potáveis.

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Alguns métodos de reaproveitamento da água da chuva são:

  • Cisterna-calçadão: é uma tecnologia que capta a água de chuva por meio de um calçadão de cimento construído sobre o solo.
  • Cisterna-enxurrada: onde o terreno é utilizado como área de captação, a água de chuva escorre pela terra antes de cair para a cisterna.

 

Captação de água de chuva pelo telhado em Cisternas

Este é essencial para captar a chuva precipitada e permitir seu escoamento para o tanque por meio de calhas e tubos.

Para utilizar desses métodos é necessário um controle e estudo sobre a água da chuva coletada nas primeiras coletas, pois o terreno pode influenciar na qualidade da água. A água armazenada não pode ser utilizada para fins potáveis de acordo com a lei:

“Esta Norma fornece os requisitos para o aproveitamento de água de chuva de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis. Esta Norma se aplica a usos não potáveis em bacias sanitárias, irrigação de gramados e plantas ornamentais, lavagem de veículos, limpeza de calçadas e ruas, limpeza de pátios, espelhos d’água e usos industriais. (NBR, 15.527, ÁGUA DA CHUVA, 24.10.2007)”

No CEFET Curvelo, temos o conhecimento que a água utilizada é retirada do posto artesiano presente na instituição. Um poço artesiano retira água de reservas subterrâneas encontradas no solo e nos espaços entre as rochas. Em sua maioria, a água extraída lá debaixo é mais pura e com maior porcentagem de sais minerais.

Durante o tempo de pesquisa tivemos dificuldades em encontrar dados relacionados ao controle de água utilizado pela instituição. Percebemos uma falta de controle do que é consumindo e certa resistência dos responsáveis em relação a informações, o que atrapalhou na conclusão da meta do grupo, onde não conseguimos trazer dados referentes ao consumo de água.

Como não conseguimos detalhes explicando o funcionamento do poço artesiano que existe na instituição, não conseguimos achar um melhor método eficaz de controle para o consumo de água. Tivemos apenas informações voltadas para o esgoto produzido pelo CEFET- Curvelo que é a única ligação da instituição com a empresa Copasa.

Mas em que consiste esse tipo de aproveitamento de água?

Esse processo se da com a captação da água da chuva por meio de calhas e tubos, estes a levam para um reservatório onde será desinfetada para fins de consumos não potáveis sendo distribuída por sua casa para lavagens, irrigações, descargas do vaso sanitário, etc.

Uma exemplificação da esquemática do sistema na imagem a seguir:

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Assim podemos ver que a água irá sair dos telhados ou lajes em direção as calhas e tubos condutores devido ao declive destes. Com o inicio da chuva a água irá seguir para o filtro seletor, onde os primeiros litros serão dispensados para maior pureza, pois nesse momento a água se encontrará repleta de sujeira e resíduos que estavam armazenados nos telhados.Obs: É importante também descartar a água de chuva fracas, pois não terá força suficiente para limpar o telhado.

Em continuação essa água segue para o reservatório ou cisterna onde será passada por um processo de desinfecção com o cloro após já ter passado por filtros de purificação de contaminantes e diferentes impurezas assim estará pronta para o uso, assim poderá ser distribuída por sistema de pressurização ou somente pela gravidade ou sistemas semelhantes.

Segue uma exemplificação da distribuição dessa água reaproveitada da chuva:

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O esquema nos mostra os caminhos que a água faz, para onde ela pode ir e para quais funções. Exemplificando que a água aproveitada da chuva somente pode ser utilizada para fins não potáveis.

Independente das reservas existentes no país, nós precisamos nos unir na luta para preservar esses recursos hoje em dia considerados indispensáveis para a sobrevivência humana. O consumo consciente de água e de energia pode ser um grande beneficio tanto para o bolso do consumidor quanto para o meio ambiente. Economize dinheiro e ajude a construir um futuro melhor para você, para a sua família e para as futuras gerações.